Brics apela à calma no Oriente Médio; Irã critica EUA

No primeiro dia da cúpula do Brics em Nova Délhi, os líderes dos dez países-membros do grupo apelaram para a máxima prudência no Oriente Médio, em meio às tensões crescentes na região. Os membros do bloco expressaram preocupação com a escalada das tensões e pediram que se evitassem medidas agravantes.

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, declarou durante abertura da reunião que o grupo buscava transformar consensos em ações para enfrentar desafios globais. O presidente do Irã, Masud Pezeshkian, usou a oportunidade de criticar os Estados Unidos no evento, argumentando que na região ‘não precisamos de um policial’.

Nas declarações conjuntas do Brics, os líderes pediram à comunidade internacional que evitasse ações que possam agravar as tensões regionais. Os chamados à calma foram vistos como uma crítica indireta aos esforços de intervenção de grandes potências no conflito árabe do Oriente Médio.

O presidente chinês, Xi Jinping, também mostrou preocupação com o cenário bélico no local. A China, um dos membros fundadores do bloco, defendeu a necessidade de garantir a segurança nuclear durante conflitos militares. E embora a reunião seja marcada por desafios de unificação e divergências entre membros como Brasil, Rússia e Irã, houve uma procura demonstrada pela unidade contra intervenções externas.

É importante notar que, mesmo com as discordâncias, os países do Brics continuam buscando maneiras de superar suas diferenças para fortalecer a cooperação econômica entre si. A declaração conjunta reflete o desejo de um diálogo mais amplo e menos dividido na cena internacional.

Fonte: Internacional e Geopolitica

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